Semana Santa - 25 de março a 1 de abril de 2018


A Eucaristia faz a Igreja. A Eucaristia torna presente o Mistério Pascal da morte e ressurreição de Jesus. Sem Páscoa não haveria comunidade, não haveria cristãos. É por nossa causa que existe Páscoa, isto é, Jesus encarnou, viveu, entregou a Sua vida para nos salvar. Mas só existimos como cristãos enquanto participamos do mistério salvífico de Jesus, visualizável e "concentrado" na Sua paixão redentora e ressurreição de entre os mortos.

É a Semana Maior da nossa fé cristã. Uma Semana que resume, sintetiza e sublinha uma Vida feita de entrega, de proximidade, de delicadeza. A Paróquia de Tabuaço sublinha sobretudo o conjunto das celebrações litúrgicas (oficiais).

O primeiro momento é o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, este ano a 25 de março. Começamos pela bênção dos Ramos, junto à Capela de Santa Bárbara, celebrando a Eucaristia na Igreja Matriz. Ao cair da noite, a Via-sacra Paroquial.

A quarta-feira da Semana Santa, este ano a 28 de março, foi o nosso Dia do Perdão e da Misericórdia, com a adoração do Santíssimo Sacramento, ao longo do dia, com especial participação dos grupos eclesiais, havendo, no final da tarde, espaço e tempo para o Sacramento da Penitência, culminando com a celebração da Santa Missa.

Na quinta-feira, a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, com a leitura e "repetição" do gesto do Lava-pés. Nos últimos anos, os pés têm sido lavados aos meninos e meninas da catequese, envolvendo-os na celebração do Tríduo Pascal, participando também na Adoração da Santa Cruz e na Vigília Pascal.

A sexta-feira santa tem dois momentos: o primeiro, durante o dia, a Adoração do Santíssimo, reservado, este ano, no sacrário do altar lateral da Igreja Matriz; o segundo, a Adoração da Santa Cruz, com a leitura do Evangelho da Paixão segundo São João, o beijar da Cruz, a distribução da Eucaristia, consagrada em quinta-feira santa.

A grande vigília da Igreja, a Vigília Pascal, no sábado santo, em que a espera dá lugar à luz, à vida, à ressurreição. É uma belíssima celebração, ainda que mais demorada. Começa com a bênção do lume novo, a proclamação do precónio pascal, a liturgia da palavra, com várias leituras do Antigo Testamento, percorrendo a História da Salvação, a criação, a libertação do Egipto, o exílio, o regresso à terra prometida, a promessa de um Messias, regresso do toque dos sinos, Glória, uma leitura do Novo Testamento, que sublinha o amor de Deus para connosco, manifestado em Jesus Cristo, cujo Evangelho nos relata o túmulo vazio e aparição de Jesus às mulheres com o mandato de irem comunicar o sucedido aos apóstolos, para os encontrar na Galileia.

Depois da Liturgia da Palavra, a bênção da água batismal, com a invocação dos santos. Este ano, mais uma vez, tivemos a alegria de celebrar um batismo, o do Rodrigo. O batismo remete-nos (como todos os sacramentos) para o mistério pascal de Jesus, tornando-O presente. Pela água e pelo Espírito Santo, morremos para o pecado e para a morte e ressuscitamos novas criaturas, incorporados a Cristo, ao Seu Corpo que é a Igreja. Nos primeiros tempos da Igreja, os catecúmenos eram batizados na Vigília Pascal. O outro dia para o batismo era o Pentecostes. Ainda hoje se recomenda a Vigília Pascal, o tempo de Páscoa, os domingos, a celebração do batismo dentro da celebração da Eucaristia, que torna presente Jesus no Seu corpo e sangue, nas espécies do pão e do vinho.

O Domingo de Páscoa, a 1 de abril, despertou-nos para a Visita Pascal, o anúncio da Ressurreição de casa em casa. Quatro itinerários, 20 pessoas diretamente envolvidas, percorrendo a paróquia com alegria e em atitude de missão.

Pelas 12h00, a celebração da Santa Missa da Páscoa, incluindo a Procissão da Ressurreição, com a Santíssima Eucaristia a sair da Igreja para nos recordar que temos de ser ecuarísticos, isto é, ressuscitados, levando a Boa Nova a todos os que encontrarmos no nosso caminho.

Sendo a Semana Maior da nossa fé, é também a que envolve mais pessoas, a preparar as celebrações, a predispor os espaços, a arranjar e adornar os altares e a Igreja, pessoas e grupos paroquiais empenhados em viver e em ajudar a viver estes dias. Em nome da comunidade, o agradecimento do Pároco a todos os que fazem com que estes dias sejam de fé, de oração, de recolhimento, de vivência, de celebração da vida, de aproximação a Jesus Cristo e à Sua Igreja, ao Seu Corpo.

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