Escola da Fé - A relação de ajuda - Exercício da caridade... com o Pe. Jorge Giroto


A escola da Fé é um momento de encontro, de reflexão, de convívio, de oração, procurando aprofundar e partilhar a vivência da fé.

A segunda sessão, neste ano pastoral de 2017-2018, a 24 de fevereiro, foi orientada pelo Pe. Jorge Giroto, subordinada ao tema: RELAÇÃO DE AJUDA - EXERCÍCIO DA CARIDADE. O Plano Pastoral Diocesano, relembramos, tem como lema "Vai e faz tu também do mesmo modo". O textp bíblico que está na base é a parábola do Bom Samaritano.

Neste encontro o Pe. Giroto exemplificou o que significava a relação de ajuda, o que envolvia, os riscos emocionais que envolve, mas também os erros e desvios daquilo que se entende como relação de ajuda. Esta refere-se aos momentos em que a outra pessoa está mais frágil, em depressão, doente, doença terminal, a morte de um familiar. Cada pessoa é singular e reaje de forma diferente a situações similares. Há quem precise de uma palavra que sintonize, que interpele e menos que justifique ou que culpe; há quem precise de um toque amigo, um olhar, silêncio, ou mesmo de lágrimas.

Na fundamentação bíblica, o recurso ao encontro de Natan com David, cuja aproximação se faz através de uma parábola. Um homem rico que tinha muitas ovelhas e outro que tinha apenas uma ovelhinha, que tudo fazia por a estimar. O homem rico recebeu um hóspede e recorreu à ovelha daquele pobre, para não matar nenhuma das suas ovelhas. David sente-se indignado e lavra uma sentença: esse homem malvado merece morrer! Então e só então, Natan lhe faz compreender que esse homem malvado é o próprio David que "roubou" a mulher de Urias.

No Evangelho, a Parábola do Filho Pródigo, ou do Pai Misericordioso, ou do Pai e seus dois filhos, proposta entre outras, sendo a escolhida dos participantes nesta sessão da escola da fé. Um Pai com dois filhos. O mais novo pede a parte da herança que lhe cabe e sai de casa. O pai deixa-o partir. Mas acabará por tomar consciência que está melhor na casa do Pai e volta, pede-lhe perdão, sujeitando-se a ser servo. O Pai faz uma festa, perdoa, reconcilia-se com o filho e com a vida. O filho mais velho estranha a reação do pai perante o filho mais novo, achando que o pai não devia aceitá-lo de volta quanto mais fazer-lhe uma festa. O filho mais velho lamenta-se então de todo o tempo em que serviu o pai, sempre nunca ter infringido uma lei que fosse e reclamando por o pai nunca lhe ter feito uma festa. A atitude do Pai revela muito do que há de ser a relação de ajuda, em dinâmica de empatia. O pai deixa o filho partir e no regresso não faz juízos de valor, escuta-o, mas mais do que isso não o deixa concluir as justificações, levanta-o, abraça-o, beija-o, faz-lhe uma festa. Ao filho mais velho desafia-o a perceber a intimidade e a alegria pelo regresso do irmão mais novo. E deixa que também este filho se decida...

A finalizar o encontro e como habitualmente um momento para o chã e algumas iguarias a acompanhar, pois também desta forma se fortalece a relação de amizade e de pertença à comunidade paroquial. Gratos a quem o preparou.


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